Preparação para a candidatura I: Escolhendo as universidades
A preparação de candidaturas para universidades americanas é um teste de paciência e determinação. As etapas demoram, os textos cansam e chega uma hora que você se pergunta se tudo o que você está fazendo valerá à pena. Ansiosos de plantão, essa será uma prova de que o coração de vocês está saudável.
Só que bem antes de arrumar a papelada, fazer os testes, pedir as recomendações, vem a parte mais importante de todo o processo: escolher a(s) universidade(s). Conheço quem tenha tentado apenas uma e quem tenha tentado dez. Cada um tem a sua estratégia e a sua lista de prioridades. Com muita leitura e estudo, foi assim que ficou a minha lista:
1) Como vou pagar meus estudos?Isso já eliminou a grande maioria. Eu só poderia começar a sonhar com estudar fora se conseguisse meus estudos custeados de alguma forma. As universidades podem te dar uma bolsa ou podem te oferecer uma vaga como TA (Teaching Assistant) ou GA (Graduate Assistant). Nesse caso, sua tuition é abonada e você ganha um stipend, que costumar ser suficiente para custear acomodação e comida.
2) Preciso/quero fazer o GRE?
No meu caso, fazer a prova de GRE não era uma opção. Eu estava pouquíssimo familiarizada com o teste e não teria tempo hábil para estudar o suficiente. Novamente, um número significativo de cursos ficou fora da minha lista. Se o programa não pedia GRE como "mandatory", continuava na lista.
3) A tríade
Há 3 tipos de universidades:
i) a que te dá chances muito grandes de entrar - nível "tem uma vaga com o meu nome me esperando". São lugares pouco procurados, com uma posição não tão elevada no ranking, mas que ainda ofereçam um curso do seu interesse.
ii) a que te dá boas chances de entrar - uma universidade de maior porte que a primeira, com uma colocação melhor no ranking. O número de alunos internacionais dá uma dica sobre o quanto a escola acolhe alunos de fora.
iii) a "dos sonhos" - aquela super competitiva, o percentual de aceitação é baixíssimo, mas você largaria tudo para ir se te aceitassem. Já que está aplicando para tantas universidades, colocar aquela maravilhosa na lista não custa muito, você termina com a sensação de que tentou tudo que queria e fica mais perto de ser aprovado. Afinal, sonho sem ação se mantém sonho.
A partir desses 3 requisitos, a minha lista ficou bem curta, o que foi ótimo. Senti que estava mais focada e que estava lidando com probabilidades reais de ser aceita. Além disso, procurei perfis de ex(alunos) brasileiros que cursavam as mesmas instituições (e cursos) em que iria me candidatar. Todos foram muito solícitos e me deram dicas valiosas, que carreguei durante todo o processo.
Essas foram apenas linhas gerais do processo. Em postagens futuras, entrarei em detalhes sobre o passo-a-passo da candidatura: TOEFL, documentos, cartas de recomendação, dissertação e financial aid.
Caso você tenha interesse em começar o seu processo de candidatura à pós-graduação nos EUA com ajuda especializada, entre em contato comigo: taisanb@gmail.com . Ofereço serviços como aulas preparatórias para o TOEFL/IELTS, revisão de textos e acompanhamento completo da candidatura.
Taísa Barros
@taisanb

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