Moradia - Vivendo no campus


É difícil explicar para os amigos que morar em Nova York não é viver a vida de Carrie Bradshaw, especialmente quando se vai com bolsa e dinheiro contadinho. Não teve glamour, mas teve muito aprendizado e choque cultural.

Assim que descobri que fui aceita em Teachers College, corri para colocar meu nome da lista de acomodação. A faculdade dá a opção de três prédios residenciais: Whittier, New Residence e Bancroft. Todos os prédios oferecem opções variadas, de dormitório a apartamento completo, e os preços variam na proporção.


Como a procura pela residência estudantil é alta, criaram um processo seletivo online para se candidatar a um dos quartos/apartamentos. Paguei $30 para colocar meu nome na lista e selecionar os quartos que gostaria de escolher, por ordem de preferência.

De acordo com a minha bolsa e com o que eu estava disposta a gastar, pedi para ficar no Whittier Hall, em um single dorm, dividindo banheiro e cozinha com o andar. O pagamento era feito no início de cada semestre, todo de uma vez. Lembro que o primeiro semestre custou por volta de $ 4.200, o que seria por volta de $ 1050/mês. Em termos de Nova York (e em Manhattan), é um valor incrível, considerando que não havia nenhum outro gasto. Água, luz, aquecimento, tudo incluso. Além disso, o prédio oferecia uma pequena sala de academia, uma vendinha 24 horas e o duas salas livres para eventos.








10th floor lounge







Lavanderia no prédio, o que é uma vantagem enorme em Nova York. Muitos residentes precisam ir para um Laundromat.








Um dos banheiros compartilhados. Nunca tive muitos problemas. Os meus horários eram diferentes da maioria das meninas do andar, então eu quase nunca encontrava o chuveiro ocupado.








A cozinha compartilhada. Essa sim era um pouco pequena demais para o andar. Meu recurso era cozinhar antes da maioria acordar ou tarde da noite.



 Meu quarto por dois anos: 533. A decoração foi por minha conta mesmo porque eu não aguentei ficar numa caixa como a de todo mundo.
 Corredor


 A vista da janela do andar
Meu cafofo por dois anos. Todas as mobílias na foto são da faculdade. Com tempo, fui adicionando algumas coisas para tornar o ambiente mais confortável.
Comprei duas estantes usadas por alunos que se formaram e estavam saindo da cidade. Isso foi o que me salvou nos primeiros meses. Praticamente tudo que eu tinha era de segunda mão. A faculdade organizou grupos de Facebook fechados e exclusivos para alunos de Columbia, um deles era o "Free & For Sale". Já vi gente vendendo de tudo, de móvel a joia da Tiffanny a cachorro (!!), a passe de metrô, you name it.






A minha vista dava para o quarto de outra menina, mas virando na diagonal, dava pra ver um pouquinho da movimentação da rua. Lembro que não conseguia dormir nas primeiras semanas porque o calor era insuportável, meu quarto não tinha a/c e deixar a janela aberta era o mesmo que deixar ambulância e carro de polícia desfilar no seu quarto. Ou eu não dormia de calor, ou não acordava a cada meia hora com as sirenes lá de fora. Ainda não estou sentindo falta dessa parte.






Uma vantagem bem legal de morar na residência estudantil era a de que eu tinha acesso aos outros dois prédios residenciais. Era só tap my ID, no questions asked. Todos os prédios contavam com lavanderia no subsolo, salas de eventos e/ou computador e mini academias. Não tinha desculpa para não se exercitar, mas, somehow, eu sempre arranjava uma. #procrastinatorsunitetomorrow

Morar dentro do campus (e no meu caso, dentro da faculdade) era:
- Demorar menos de 2 minutos para chegar na sala de aula/biblioteca
- Não precisar se arrumar de acordo com o clima do lado de fora
- Não precisar sair do prédio para ir ao correio nem ao ATM, TC tem tudo isso no subsolo <3
- Conseguir participar de vários eventos que eu descobria em cima da hora
- Poder lavar roupa às 2 da manhã
- Criar uma rede de amizades com os vizinhos de porta/andar/prédio.
- Sempre ter tempo para encontrar o meu advisor ou fazer reuniões marcadas em cima da hora
- Criar uma preguiça vergonhosa de se deslocar do campus
- Achar que tudo é longe
- Estar um pouco por fora dos eventos que acontecem para além de Columbia University
- Reclamar todas as vezes que alguém me convida para ir para o Brooklyn

Durante o meu mestrado, tive muito pouco tempo para lazer e o meu orçamento sempre foi apertado, então, morar no campus foi a melhor alternativa.

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